Archive for November de 2008

Ajuda aos amigos do Sul

27 November 2008

O PATUBATÊ se solidariza com o drama que o Estado de Santa Catarina está vivendo.
Estivemos pelas cidades que estão alagadas e convivemos com as pessoas maravilhosas de lá. Nossos desejos são de que tudo volte ao normal o mais rápido possível. Por enquanto, ajudamos e pedimos a ajuda de vocês.

Encaminhe doações para a defesa civil de seu estado ou para o exército. Faça como os estados de SP, MG, PR e RS que estão mandando doações para Santa Catarina. Reúna amigos, faça uma campanha, peça ajuda nos supermercados, clubes de mães, associações de bairros. Organize sua cidade e faça um grande mutirão para ajudar o Vale do Itajaí. São 80 mil pessoas que perderam suas casas.
ALIMENTOS PRONTOS PARA O CONSUMO – ROUPAS – ÁGUA – COLCHÕES – PRODUTOS DE HIGIENE – REMÉDIOS – COBERTORES.
Qualquer ajuda é bem-vinda.

Você também pode doar qualquer quantia depositando nas contas da Defesa Civil criadas hoje para ajudar Santa Catarina:

Banco do Brasil
Agência: 3582-3
Conta corrente: 80.000-7

BESC – Banco do Estado de Santa Catarina
Agência: 068-0
Conta corrente: 80.000-0

Todo dinheiro arrecado será utilizado para compra de mantimentos para os desalojados.

Os dados bancários podem ser verificados no site da Defesa Civil:

www.defesacivil.sc.gov.br

COLABORE!!!

Dia dos Músicos

22 November 2008

dia_musico
Hoje é o dia da música. E, como não poderia deixar de ser, venho parabenizar os meus patubachefesamigos do grupo PATUBATÊ pelo dia dos músicos. Valeu meninos, que com talento, determinação, competência, sensibilidade e criatividade enchem as nossas vidas de muita emoção. Minha história com a música vem de longa data. Como violoncelista, descobri que sou excelente jornalista. Sorte a minha de conseguir aliar a comunicação à música e, mais ainda, de conviver com os artistas PATUBATÊs que transformam a simplicidade em extrema inovação. Os PATUBATÊs são como música. Nanando, Fredeco, Razem, Leandro e Raffinha. São cinco notas musicais que devem ser sempre ouvidas, sentidas e interpretadas. Tocam as vidas das pessoas com magia e transformam tudo ao redor. Nesta extraordinária e inspiradora história que é o PATUBATÊ, nós – admiradores deste trabalho – somos os maiores beneficiados. Valeu, galera! Que Santa Cecília, protetora dos músicos, continue sempre cobrindo vocês de bênçãos e sucessos para que essa história continue sendo escrita, com sucatas e parafernálias, encantando a todos nós.

Importante é não competir

20 November 2008

importante_eh_n_competir

E aí pessoal?! Por ser a minha primeira manifestação oficial para vocês do blog desde que passei a integrar o Patubatê, aproveito a oportunidade pra me apresentar e dizer que está sendo uma experiência maravilhosa conviver com pessoas tão talentosas, profissionais e guerreiras que compõem este grupo. Sou baterista, porém fazia trabalhos de Roadie (Assistente de palco) para o Patubatê e numa mistura de sorte, trabalho, destino, acaso, esforço, ”meus lindos olhos azuis” e muita irresponsabilidade (deles! hehe), resolveram , em Setembro de 2008 , me convidar a integrar o grupo, agora como Músico percussionista de sucata. E com muita honra e responsabilidade, espero poder corresponder as expectativas do grupo, que apostou em mim, mas também agradar todos vocês que acompanham e vibram com o trabalho do Patubatê. Agora, ”vamo que vamo”!

Nesses três meses já se foram muitos shows, várias cidades, e milhões de histórias. Aqui vai uma que aconteceu na cidade de Bauru (SP), onde fizemos um show junto com o Biquini Cavadão , pelo projeto Eu Faço Cultura : Nosso hotel em Bauru ficava ao lado de uma boite ( chamada “W”) onde um dia antes do nosso show com Biquini Cavadão aconteceu um festival de bandas universitárias. Fomos convidados a fazer uma performance depois que as bandas concorrentes de apresentassem, coisa rápida , e nós topamos. Por causa do pouco tempo de show, escolhemos a nossa peça ”Curinga” o Mega Mix, por ser a mais completa e impactante.

Depois da apresentação de todas as bandas, a maioria no estilo Pop-Rock tradicional, apressamos em montar tudo rápido e ”descer a lenha”! A casa estava super lotada e já na montagem deu pra perceber os olhares curiosos e espantados do público em relação aos nossos instrumentos. Sem nenhuma apresentação prévia por parte da organização, nos deram o “OK” e DJ Raffa introduziu a nossa catarse musical. As pessoas foram à loucura: Pularam, interagiram e fizeram até coro na nossa batida de House. Foi de arrepiar. Mas o melhor e mais engraçado de tudo veio depois do show: Como ninguém esclareceu ao público que éramos convidados, ao sairmos do palco, ainda com macacões enxarcados de “sangue, suor e água”, ouvimos alguns coros de: “Já ganhou, já ganhou!” e recebemos vários cumprimentos como: “Cês levaram essa com certeza, sensacional!”. Foi ilário. Não tinha nem mais como explicar a situação. Era só sorrir e agradecer. Fomos embora antes da hora do resultado das bandas, teríamos passagem de som e show no dia seguinte, com isso, até hoje fico na dúvida: Será que não deram o caneco pra gente mesmo? Hahahahahahaha.

Até !

Tapa na cara

7 November 2008

agua_

Era a nossa estréia no Projeto Eu Faço Cultura em 2008, mas precisamente em Governador Valadares. Estávamos super ansiosos, pois iríamos estrear músicas novas e ainda não sabíamos como o público iria reagir. Foram dois meses de ensaios, noites mal dormidas e dias cansativos, mas mesmo assim a vontade de estrear superou todo esse cansaço.

É, mas aquele dia não era o dia! Passagem de som atrasada, Fernando e Célio, que eram para chegar as 14h só chegaram às 22h, o gerador não estava ligado até a essa hora, enfim, um caos total. O artista tem que superar certas situações, mas realmente ficamos um pouco abalados. Nosso show foi arrastado e tivemos muitos erros, que comprometeram a nossa performance. Saímos do palco bem pra baixo e decepcionados. O consolo foi que o show do Frejat, foi também bem prejudicado.

No dia seguinte fomos para Belo Horizonte-MG, fazer o mesmo show e abrir de novo para o Frejat. Antes da passagem de som, Daniel, nosso empresário, disse que queria conversar com a gente sobre os erros do dia anterior. Fomos prontamente, mas todos desanimados e de cabeça baixa. Ele apontou os nossos erros e nos pediu para que chegássemos a Minas, que ainda não tínhamos chegado. Começamos a rever a forma de apresentar as músicas e chegamos a resultados ótimos. Subimos nos tonéis de ferro, jogamos as bolas de basquete de forma diferente, dançamos de outras maneiras e ele nos deu uma super injeção de ânimo, para que nós recuperássemos a confiança. Passamos o som e ficamos mais tranqüilos, mas ainda um pouco tensos.

Antes de começar o show, Daniel me chamou em um canto e começou a perguntar se eu estava nervoso (o que era visível, apesar de eu falar que não). Então começou a me desafiar e sacudir (literalmente). Depois de me sacudir, lascou-me um tapa no rosto e disse: “solte os diabinhos”, brother! Na hora, senti uma raiva, mas que foi passando e se transformando a cada música que a gente tocava. Na última música e no final dela, Fernando toca um tonel com água na sua superfície, que tem uma luz dentro. A gente bolou um sistema que uma bombinha de aquário vem sugando a água de um balde para o tambor enquanto ele vai tocando. Quando vi aquele balde cheio de água e essa água vindo bem devagarinho, me lembrei das palavras de Daniel: ” solte os diabinhos” e imediatamente peguei o balde e despejei em cima do Fernando. A galera foi ao delírio e pela primeira vez no Eu Faço Cultura, pediram bis. Algumas pessoas até choraram (sério!!!).

A partir desse dia, nós sempre fazemos a água desse jeito, só que agora já acrescentamos uma jogada de água no público, que também foi inspirada nas palavras de nosso grande irmão Daniel.
Valeu Dani, muito bom!!!!!
Um abraço e um beijo para todos!!!
Fred Magalhães

Onde estão as tampas? II

6 November 2008

resized_tampas

Venho aqui para dizer que esse caso de sabotagem das tampas não foi único. Em agosto passado, mais precisamente no dia 03, fizemos um espetáculo no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, junto com bailarinos selecionados do Seminário Internacional de Dança, realizado pela grande bailarina e coreógrafa Gisèle Santoro, que é mãe do nosso DJ Raffa. Nomeamos o espetáculo de Patubalé, que estaremos colocando em nosso site e no You Tube, em breve.

Bom, estávamos tocando o famoso Megamix, que é uma música em que utilizamos esmerilhadeira, tonéis de plástico e de ferro, eletrocalhas, escapamento de carro, tonéis com água e as famosas tampas de panela de feijoada. No momento em que iríamos executar o maculelê (eu e o Nanando), fui pegar a bendita tampa e novamente ela deu um sumiço. Fiquei muito nervoso e na hora até briguei com o Razem, que na época era o nosso roadie (contra-regra), mas depois vi que o coitado não tinha mexido com as tampas, eu é quem tinha deixado em um lugar da coxia e alguém as colocou mais para dentro, para não atrapalhar a passagem (certamente um bailarino ou bailarina, pois estávamos dividindo o palco).

O Nanando mais uma vez tocou essa parte sozinho. Não sei se ele sentiu falta ou sentiu um alívio, pois quando faço a parte da tampa com ele, fico tão entusiasmado, que acabo tocando muito forte e o empurro para a lateral do palco.
Eis o mistério das tampas II !!!!

Um grande abraço para todos!!!!
Fred Magalhães

Onde estão as tampas?

1 November 2008

Acho que a maioria das pessoas que nos assistiu ao vivo conhece nossa peça Mega Mix. Recebe esse nome devido aos inúmeros climas, misturas de ritmos e efeitos visuais. A principal proposta do PATUBATÊ é a busca de ritmos brasileiros e a miscigenação de gêneros musicais. O momento que batemos as tampas gigantes de panela, daquelas de fazer feijoada para 50 pessoas, remonta 15 segundos de maculelê.

tampas

O causo que vou contar hoje diz respeito a este momento do show, as tampas. Certa vez, no SESC Arsenal de Cuiabá, o Fred teve um surto de cegueira e não encontrou as duas tampas, num ataque de desespero ele saiu correndo pelo palco afim de encontrá-las. Correu para o outro lado do palco, deu a volta por trás da coxia, saiu de onde ele deveria pegar as tampas e continuou às cegas. Nesse dia fiz a tampa sozinho. Reza a lenda que foi sabotagem e arrastaram as tampas 1 metro pro lado. Será?

Abraço a todos,
Fernando Mazoni

Brazilian Music