Por DJ Leandronik | Thursday, 23 de October de 2008
Todos sabem que o ouvido humano tem limites na percepção de sons emitidos em certas freqüências acústicas.
Estudos desses limites influenciam a técnica de digitalização e compressão de áudio utilizado, por exemplo, no formato MP3. Portanto, o som digital dos nossos CDs, DVDs, MP3 e outros formatos digitais podem eliminar freqüências que são supostamente imperceptíveis ao ser humano e é exatamente esta falta que incomoda alguns audiófilos e DJs que sustentam a idéia de que o disco de vinil é mais fiel ao nosso ouvido.
Outro aspecto técnico interessante que alimenta essa disputa é o fato de que o disco de vinil mantém uma relação física com o áudio nele gravado, pois o som é gerado pela vibração da agulha do toca-discos quando passa pela trilha (sulco), dando a impressão de que a música está ali, presente, forte.
Fotos de ampliações de sulcos em um disco de vinil (A) e
micro-covas em um CD em menor (B) e maior (B’) ampliação.
Fontes: imagens coletadas na Internet
Disputas à parte, o que importa é que o vinil existe e ainda tem força em outros países. DJs ainda utilizam vinil em seus sets e temos encontrado nas lojas de música, na Europa e nos Estados Unidos, gravações em vinil de cantores e bandas atuais, mostrando que o mercado ainda não descartou esse formato.
Aqui no Brasil não tem sido diferente. Em São Paulo, uma ou outra loja de CDs já apresenta algumas opções em vinil – fora as lojas especializadas.
Lenine, cantor, compositor e músico brasileiro lançou seu último trabalho em três mídias diferentes (CD, Pendrive e Vinil), afirmando que o CD representa o passado, o Pendrive o presente e, quem diria, o futuro é o Vinil.
O Patubatê utiliza, na criação e execução de suas músicas, o discos de vinil para reproduzir trechos de músicas ou timbres de instrumentos, emitindo notas musicais. São as técnicas: scratch (riscar) e beat juggling (malabarismo com batidas), criadas por DJs de hip-hop, que permitem o uso dos sons gravados no vinil de forma harmônica em nossas músicas.
Assim sendo, vida longa ao vinil!
DJ Leandronik
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23-10-2008 às 17:28
LeandroNik é cultura ! Longa vida ao Leandro também , nosso “Leão” das pick ups ! Abraços !
24-10-2008 às 0:12
Que louco isso… Vida longa ao vinil!!! Sempre achei ele bem mais interessante que seja o nosso futuro
28-10-2008 às 20:15
Realmente Talita, por ser maior, a agulha, o encarte, o tamanho da capa, tudo dá a impressão de que a música é nossa. O CD… hum! O aparelho “engole” para tocar e às vezes nem devolve né?
30-10-2008 às 11:21
Esse e meu parceiro!!!!
O cara mais foda nos scratchs!
Vida longa ao vinil!
Raffa
30-10-2008 às 11:32
Sem contar que o bolachão é muito mais charmoso, né Leandro? Rs! Adorei o artigo, valeu!