Por PATUBATÊ | 18 September 2009
Nome: Patubascratch V1.0
Usado como: Toca-discos.
Usado para: Emitir sons de bateria (bumbo e caixa), tamborim, surdo e efeitos. Todos com a utilização da técnica do scratch desenvolvida pelos Djs de HipHop.
Como foi feito:
O Patubatê é um experimento, um laboratório. Seus músicos, verdadeiros cientistas do som. A idéia é fazer daquilo ou disso um instrumento musical, de baixo custo e com material reutilizado. Com essa idéia na cabeça pensei – Hum! O que posso fazer se uso aparelhos eletrônicos… …hum! pensa cabeção, pensa…
Resolvi pesquisar na Internet se havia alguma iniciativa em construir um toca-discos de sucatas. Achei algo próximo a isso. Um tal de Thierry Alari resolveu confeccionar o que ele chamou de “Scratchophone”. Um toca-discos portátil, um instrumento único, para fazer scratch onde você estiver. Feito de partes de toca-discos e mixador profissionais, ótimo aparelho, mas ainda com o custo final muito alto. O corpo do aparelho é feito de fibra e a parte eletrônica foi montada com aparelhos novos. É vendido em lojas especializadas para DJs.
Bom, eu sabia que para fazer o aparelho que Thierry fez, no Brasil, seria impossível devido ao alto custo de aparelhos para Djs. Mesmo assim não pensei em desistir, o Scratchophone me inspirou e fui a campo.
Primeiro, passei na casa do meu Pai para verificar se lá ainda estavam os velhos toca-discos dele, sucatas, antigos. Estavam lá, dois deles, sem funcionamento e com muita poeira, jogados no quartinho dos fundos, casa perfeita para aranhas, mas as aranhas tiveram que procurar outra moradia pois, confisquei os toca-discos.
Agora precisava encontrar um objeto grande, redondo onde eu pudesse colocar o prato giratório do toca-discos. Achei um tambor grande desses que costumam carregar azeitonas, para minha surpresa o diâmetro do tambor era perfeito para o encaixe do prato, ainda havia espaço para o mixador, motor, cabos e tudo mais.
Deu um trabalho imenso fazer os cortes para encaixe das peças, mas ficou assim como na foto abaixo.
Meu problema passou a ser a parte mecânica do aparelho, o motor não tinha o torque necessário para os movimentos intensos como os utilizados na técnica do scratch. Daí, abandonei essa idéia, retirei o motor, e a movimentação do disco passou a depender exclusivamente da minha mão (os DJs entenderão o que estou dizendo aqui). Para eu colocar um motor terei que investir em um toca-discos profissional e desmontá-lo, e isso tem um custo alto, vai ficar para um próxima versão do “Patubascratch”.
Curtam aí o vídeo com PATUBASCRATCH.
Por PatubaDJ LeandrOniK
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